segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Por vezes

Por vezes sinto-me perfeitamente invisível. Ignorada. Cansada de ninguém ter tempo para mim. Para me ouvir. Para me olhar.
Por vezes não encontro mais sentido em assumir a responsabilidade, em arcar com as consequências e as opções até ao fim. Para depois ainda ter que lutar e travar mais batalhas.
Há dias em que não consigo perceber o que vale a pena, se é que isso ainda é um conceito válido... ?
Nesses dias quase deixo de acreditar no que tomei como certo no dia anterior.
Por vezes sou dúvida sem escolha. Invisível. Isolada. Sem voz.
Outras vezes estou apenas cansada. Saco de batatas atirado de um lado para o outro.
Duvido dos meus sentidos.
Não há fuga. E não sei como prosseguir.
Talvez amanhã, outra vez.
Pois.

Diversão

Sim, podemos fazer as coisas de forma divertida. Acrescentando componentes lúdicas, podemos aumentar a produção, o bem estar, os resultados. De uma forma simples, os autores da funtheory provam isso mesmo: aqui e aqui, por exemplo.
E se formos também nós autores de novas formas de prazer e diversão nas nossas funções, no nosso relacionamento com os outros?

Pois, estou a sonhar, mas se cada um de nós optar por formas de comportamento mais delicadas e carinhosas para com os outros, se cada um de nós optar por dar prazer e tornar mais divertida cada pequena tarefa do dia a dia, não estaremos todos a por em marcha o grande plano da colectividade, repercutindo-se cada uma das nossas acções em pelo menos uma outra pessoa, numa infinita cadeia de reflexos, repercussões e consequências?
Não é uma teoria mesmo? Alguém me ajuda a fundamentar e procurar essa teoria, cujo nome me escapa...

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

O Yo-chon vai para casa

Pois é, há histórias com finais felizes, o pequenote afinal estava perdido desde sábado passado e os donos encontraram-no pelos nossos cartazes. Vão lá a casa buscá-lo e eu estou muito contente! E já com saudades pois o sacanita é um doooooceeee que nos sabe dar a volta...

A todos os que me ajudaram com os cartazes nesta busca, um Obrigada!

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Encontrou-se

Pequeno Yu-chon macho doce, meigo, no parque de estacionamento do Pingo Doce em Lagoa. Está habituado a estar em casa, sossegado, não tem chip e

está bem tratado, parece jovem. Se é o dono ou sabe quem possa ter perdido um cão com estas características, por favor, contacte para os números 914049170/ 962119802 (Cris).

Se tem condições para o adoptar e dar um lar a este doce que será seu companheiro e amigo para a vida, por favor, ligue pois eu não posso ficar com ele

URGENTE

Blogged with the Flock Browser

terça-feira, 14 de julho de 2009

Adoptado!

O Wolfie foi ontem adoptado, estou feliz por ele, e esperando que tudo dê certo com os seus novos donos.
O pastelão pachorrento que comia deitado e me lambia as pernas deixa saudades e uma marca em nós, ainda que apenas o tenhamos partilhado durante alguns dias...

Muito obrigada!

quarta-feira, 8 de julho de 2009

PROCURO DONO



PROCURO DONO

Encontraram-me na rua, onde devo ter nascido, tenho cerca de três meses, pareço um lobinho, estou assustado, carente e procuro uma família que se queira comprometer comigo, para a vida e por amor.Chamam-me Wolfie, mas ainda estou á espera de um nome definitivo…

Estou em Portimão, podem falar com a Cris pelos telefones 914049170 ou 962119802.

terça-feira, 7 de julho de 2009

Carta Aberta aos Grupos Parlamentares

O grupo Advogados em Patrocínio Oficioso disponibiliza uma petição sob o título acima.
É aqui
E o blog está por sua vez aqui, as acções continuam e o movimento também.
Bem hajam todos os que têm contribuído para a divulgação desta causa e deste movimento.
Nosso.
Pena é que o nosso Bastonário não disponha de uns minutos para nos atender ou receber.
Coisas de cargos...

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Advogados em Patrocínio Oficioso

Recentemente formado, e em constante evolução, está este grupo, http://advogadosempatrociniooficioso.blogspot.com/ no qual orgulhosamente me incluo, claro está, para denunciar as situações vividas no âmbito do exercício do patrocínio oficioso e que não se ficam apenas pelo clamoroso e vergonhoso atraso e incumprimento nos pagamentos.

Temos algumas acções a decorrer e muitas mais queremos fazer.

Começamos a ser ouvidos.

Queremos ser uma força activa.

quinta-feira, 2 de julho de 2009

O Estado e a ralé

Isto é perfeitamente alucinante. De doidos. Desanimador. Desencorajador. Uma permanente violação de direitos fundamentais e de personalidade, um desrespeito imenso pelos cidadãos. Diariamente.

Somos tratados pela impiedosa e impessoal máquina do Estado, no seu mais amplo sentido, como criminosos e relapsos. Á partida, e sem qualquer precedente.
O pior é que todos estes procedimentos se «fundamentam» e justificam, aparentemente e andamos todos a «amochar» e a acatar estas formas de tratamento e obrigações humilhantes e draconianas.

Ora vejamos então:

Este Estado exige, para nos reembolsar de algum imposto indevidamente ou em excesso, ou seja, para nos devolver aquilo que é nosso, a prestação de garantias, nomeadamente bancárias, com todas as despesas e dificuldades que isso acarreta. O mesmo estado que nos obriga a pagar o IVA nas facturas que tenhamos emitido, mas que não sejam pagas pelos nossos excelsos clientes...

Contando com as dificuldades financeiras de muitos destes cidadãos e empresas que não conseguem fornecer tal garantia, consegue o dito Estado amealhar essas quantias indevidamente pagas...
E não se consegue entregar ao Estado a tal garantiazinha bancária porque... a entidade bancária, por sua vez, a fim de emitir o termo de garantia solicitado, nos exige... uma contra garantia! Oh lalá, o circo está armado... e quem não possua algum tipo de penhor ou hipoteca ou quejandos, não leva nada. Acresce que estes serviços são, naturalmente, pagos... e bem pagos.
Outra hipótese é fazer um depósito caução no montante do reembolso pretendido.

Já estão a ver bem a enormidade do embróglio? Já= A sério, mesmo? Hmmmm...

Agora, reparem bem nisto:

Este Estado é o mesmo para o qual eu, por exemplo, presto serviços junto dos tribunais, como intérprete e tradutora, além de, enquanto advogada, participar no serviço de apoio judiciário.
É-me exigida estricta ética profissional, cumprimento de prazos, deveres, formalidades processuais, pontualidade e muita outra coisa... Cumpro necessariamente os prazos legais e aqueles que os senhores juízes me concedem para traduções, nomeadamente. Cumpro os meus deveres e as minhas funções profissionais com zelo, desvelo e brio. Orgulho-me disso.

E depois, bem depois, bem posso esperar sentada que as notas de honorários sejam enviadas para o Citius, ou processadas pelo SINOA, e que passem uns mesitos, e mais alguns, até que vão pingando transferências para a minha pobre conta bancária. Os senhores do ministério que mandam nesse departamento não possuem prazos, não se justificam, transferem quando dispõem de verbas, segundo critérios que desconhecemos. Entretanto, como qualquer cidadão deste país, temos que pagar as nossas contas, prestações, alimentar os nossos filhos, vejam lá, até temos que nos vestir e tudo! Mais, para poder trabalhar neste excelso sistema, tenho que pagar as contas do escritório, da internet, da luz, etc., e as cotas para a minha organização profissional, já para não falar das contribuições para um específico sistema de previdência.

Mas como não recebo, muito menos atempadamente, não posso pagar essas cotas e quejandices atempadamente... nem relato as chatices que isso dá, ou pode dar!

Ou seja, se isto não é tratar os seus cidadãos com desprezo e como ralé, é o quê?

E se fizermos uma listagem destas situações a publicarmos online?

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Redentores

Existem autores e séries assim: redentores.

É o que acontece com Huraki Murakami, que só recentemente descobri, primeiro com Passageiros da Noite (After Dark) e agora com Dança, Dança, Dança. É quase compulsivo, surpreendente, inesperado. É redentor e misterioso. Quase como uma religião, os seus livros tornam-se imprescindíveis, a sua escrita viciante e poderosa.

No campo das séries, sou uma fanática por ficção científica. De Star Wars a Star Trek, Stargate a Andromeda, passando pelas Feiticeiras, num registo diverso, papo tudo, salvo seja.
Já estão a apanhar o estilo...

Não tenho pingo de paciência para CSIs e outros policiais ou dramalhões...

E, depois, de repente, um belo dia deparo-me com essa coisa soberba e atrozmente simples que dá pelo nome de Joan of Arcadia, ou A Missão de Joan.

Redentor, sublime, avassalador, envolvente. Uma outra religião, um espanto, um conceito tão simples e arrebatador que só nos deixa sem palavras, plenos de fé na condição humana e na redenção da nossa espécie.Não passo um episódio sem essa sensação maravilhosa de arrebatamento e sem uma lágrima furtiva, na menor das hipóteses, quando não com um choro compulsivo, muitas vezes de maravilhamento.



Redenção e fé. Pura e simples. Pois é. Maravilhem-se também. Leiam. E vejam séries.

Agora, vou ver mais um episódio de Andromeda, ah siiiiiim...

Dia da Criança

Dia 1 de Junho 2009

Temos tanta sorte!
Vivemos numa sociedade ocidental, temos condições de vida com qualidade, não passamos fome.

Enquanto a cada hora, morrem centenas, milhares de crianças, desidratadas, com fome, por doença, vítimas de guerra e outras calamidades.

É claro que, ocidentais civilizados que somos, neste dia compramos mais prendas para as nossas crianças, levamo-las ao cinema, ao Mc donalds... e nem pensamos nas outras. Pois!

Afinal, o Dia da Criança é o dia deles. Mais um dia para tentarmos revitalizar a nossa debilitada e massacrada economia, assente num modelo decadente e a rebentar pelas costuras, através do apelo ao consumismo, em nome da felicidade dos nossos petizes.
Claro que também me insiro nesta coisa maluca de celebração, e fui com a Viki passar umas horas na diversão respectiva. A mocinha não queria vir embora sem experimentar tudo, de insufláveis a pintura de cara, balões...


Tava linda, não estava? E feliz, claro, e isso vale tudo! Até as dores nos pés, quem me mandou ir de saltos altos, e com a Nina a puxar a trela, excitada, o tempo todo?



Mas não vamos esquecer a verdadeira razão deste Dia, que é lembrar e pugnar pelos Direitos das crianças, em todas as vertentes, desde a saúde, alimentação, a uma família responsável e amorosa, a segurança, carinho, etc., etc.
Combinado?

Pedidos de apreensão online, mais uma saga

Toda aquela história do carro do Ric levou-me, na net, a fazer algumas buscas. O que me levou a outra história.
Em Janeiro de 1997 adquiri um carrinho novo e, como qualquer outra pessoa, entreguei o meu veículo antigo ao stand, para a troca, abatendo o respectivo valor no preço de compra do novo. Pois.
Só que o dito veículo continua em meu nome. Lá figuro eu como orgulhosa proprietária de um Alfa Romeo 33 cinzento, o Indy. Todos os anos as almas caridosas que o possuem cumprem a respectiva obrigação tributária relativa ao mesmo. Como, não sei. Só que isto já me chateia.
Ainda por cima, tornou-se obrigatória a regularização desta situação, que deveria ter ocorrido até 31 Dezembro de 2008. E não ocorreu.
Ontem á noite lá fui ao site das finanças, onde estamos totalmente cadastrados, só falta saberem a nossa cor preferida e em que colchão dormimos, e constatei que a situação continua inalterável. E que o impostozinho, devido em Maio, até já foi atempadamente liquidado. Bem, lá que eu sou uma cidadã muito cumpridora, ai isso sou.
Bem, sigo para o site do automóvel online, e confirmo a possibilidade de requerer a apreensão do veículo, na qualidade de proprietária, em virtude da não regularização da documentação do mesmo.
Identifico-me pelo meu NIF e, na qualidade de proprietária, preencho os campos do formulário online. Quando finalizo, o lindo do sistema diz-me que o meu nº de identificação (BI) e a matrícula não conferem! Zás! Boaaaaa... então que raio de BI é que consta ou confere? O meu não é, certamente, apesar de eu constar como proprietária e dao Alfa estar na lista dos veículos que me pertencem... pelo menos é o que consta no portal das finanças, lol, matrícula, nº de quadro, tudo certinho, até o meu nome.
Tento várias vezes e nada. Tento introduzir o nº da carta de condução e, novidade, o site deixa de estar disponível, até me pede desculpas e que tente mais tarde. Pois!
Voltando às possibilidades constantes da página inicial, só se mostra acessível a entrada através de certificado digital, a entrada com autenticação pelo nº de contribuinte deixou de estar disponível. Mas que raio???
Espero, actualizo, fecho e volto a abrir... naaa, a coisa desapareceu.
Bom, mas eu sou advogada, certo? Até tenho um certificado digital, vejam lá! Boaaaa! Mas não será um pouco estranho? Ora deixa cá ver, a coisa funciona e logo á primeira. Automaticamente o sistema identifica-me e reconhece-me a actuar na minha capacidade como representante de alguém. Ainda inicio o pedido, em representação de mim própria, mas aquilo soa-me tudo tão irreal que hesito e volto atrás.
Mas o sistema continua fechadinho para as restantes opções e eu decido que ele não me há-de levar a melhor, esta porra do carro fica resolvida hoje, não querem lá ver?
Recomeço, preencho tudo como representante de mim própria, tudo certinho e legal. Em vez do BI optei pelo nº da carta de condução, na identificação da proprietária.
Epaaaa, a coisa aceitou e entrou à primeira, não querem lá ver?
E pronto, já existe um pedido de apreensão do Indy... Kafkiano, como parece ser tudo nestes novos sistemas online.
O que vai acontecer em seguida? Pffft, não faço a mais pequena ideia, mas se ao fim de 6 meses não se mostrar regularizada a situação, a matrícula é automaticamente cancelada. E pum!

Automóveis e apreensões: Kafka e o sistema

Ontem, a GNR mandou parar o meu filho mais velho, que conduzia o seu podre Fiat Punto, para o informar que o dito veículo vermelhão se encontrava... apreendido! Vá-se lá é saber porquê! Népias, nem multas o rapaz tem, não surge qualquer indicação no computador dos senhores agentes, a nãos er a bela da palavrinha: apreendido. E zás, é o sistema em todo o seu esplendor. Os senhores agentes estão intrigados, o Ric está pasmo, ninguém sabe explicar, segue-se a recomendação paternalista: «dirija-se ao Instituto da Mobilidade Terrestre (antiga DGV - não, não é a de veterinária, a outra, a de viação, que controla os nossos popós!) para ver o que se passa...».
A Faro, claro, a 60 kms de distância... Vá lá, deixam o moço ficar com o carro!
No meu papel de mãe, pasmo por minha vez perante o relato do rebento; como advogada, lanço de imediato umas bacoradas pró ar, estilo «como este país trata os seus cidadãos», «é o simplex no seu esplendor», «mais um erro de sistema», blá, blá, blá. Tento obter alguma informação por telefone, mas não atendem do dito Instituto, impõe-se uma deslocação, que terá que ficar para amanhã. Online busco, e rebusco, nomeadamente no site do IMTT, mas nada encontro que me possa ajudar ou dar uma pista.
Vamos então aguardar amanhã pelo desenvolvimento desta bizarra apreensão infundada...

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Momentos



Regresso a casa...



Canteiros no jardim







O repouso da guerreira




O primeiro gelado da época






E o ESPANTÁSTICO CARROSSEL, a não perder até ao princípio de Maio para viagens em criaturas fantásticas!


Carta ao Instituto de Gestão Financeira da Justiça

                                   Instituto de Gestão Financeira e

                                   Patrimonial da Justiça

                                Av. D. João II, nº 1.08.01.E Bloco H                                                                      1990-097  LISBOA

 

Lagoa, 16 Abril de 2009

Exmos Senhores,

 
Junto cópia da m/ anterior correspondência, enviada, por lapso, para a anterior morada de Vªs Exªs, como podem comprovar pela mesma, e que não sei se chegou à V/ posse. Aquela carta incluía, aliás, dois recibos relativos a pagamentos efectuados em 2008.

Na mesma, solicitava informação, pedido esse que ora reitero, relativamente à liquidação dos honorários, no total de € 111,25, referentes ao proc. nº 31/05.4 GAACN, c/ V/ ref. 362602, certificado em 2/11/2006, ainda sem data prevista para pagamento, apesar do largo período de tempo transcorrido e do pagamento de serviços posteriores a esse.

Aproveito ainda para manifestar a minha surpresa face ao proc. nº 960/08.3GDPTM, c/ a V/ ref. de nota nº 4412011, relativo a uma intervenção em 17 Dezembro de 2008, como intérprete no mesmo, certificado em 8 de Janeiro de 2009, no total de € 80,00 e que aparece com a data prevista para pagamento de 04/09/2009! Ou seja, está tal pagamento previsto para Setembro próximo? Ou trata-se de um lapso, já que nunca constatei tão amplo prazo para um pagamento previsto por Vªs Exªs? E, a ser assim, qual a razão para tal distanciamento no tempo relativamente a esse pagamento?

Permitam-me manifestar a minha tristeza com este estado de coisas, pois, quer como defensora oficiosa, quer como intérprete, sempre me tenho mostrado disponível e eivada do mais amplo espírito de colaboração com os tribunais e participantes do sistema judicial, todavia não posso aceitar nem compreender que, não bastando o tempo de espera necessário a maior parte das vezes para que nos sejam estipulados e arbitrados os honorários, já que muitos dos processos se arrastam por mais de um ano até que seja elaborada a respectiva nota de honorários, não bastando tal, ainda nos seja imposta tão grande incerteza e injustiça em tais pagamentos, sem a obrigação de cumprimento de quaisquer prazos, antes se verificando assim a estipulação arbitrária e sem qualquer justificação de prováveis datas de pagamento, sem razoabilidade ou qualquer indicação razoável para aqueles que prestaram os serviços atempadamente, com brio e denodo? 

Todos nós, profissionais, temos encargos a cumprir e famílias a sustentar. Se qualquer trabalhador tem direito – um direito constitucional – à sua retribuição atempada e certa, porque não temos nós, profissionais independentes, onerados pela obrigação de trabalho pro bono, um direito ao pagamento atempado ou pelo menos, num prazo justo e célere, ao pagamento dos serviços prestados? Prestados no âmbito do funcionamento do sistema judicial, e para o bom funcionamento do mesmo. Qualquer Estado de Direito deveria ter orgulho nestes profissionais e com eles cumprir atempadamente, garantindo-lhes um mínimo de respeito e reconhecimento pelos serviços prestados, assim incentivando estes profissionais ao contínuo cumprimento da sua vocação e dando cumprimento a uma das obrigações fundamentais do Estado de Direito.

Em vez disso, temos um Estado mau pagador, ingrato, mal agradecido, injusto e autoritário, que não ouve, não responde, não se preocupa com nem respeita os seus cidadãos nem os operadores judiciários que promovem o seu bom funcionamento.

Queiram ainda Vªs Exªs notar que aguardo uma resposta por escrito e concreta às duas questões aqui colocadas, já que as restantes, sendo considerações de ordem geral e genérica, se referem ao funcionamento do sistema em si e, naturalmente, Vªs Exªs sempre se sentirão demitidos de qualquer responsabilidade na resolução de tais problemas…

Sem outro assunto de momento, com os melhores cumprimentos

 

                                                Atentamente

 

Blogged with the Flock Browser

Epifania

Sabem o que é uma epifania? Tive uma, há dias: em pleno chuveiro, a água quente correndo-me pelo corpo, abraçando-me enquanto o espírito galvanizado pela reconfortante sensação é transportado até outras dimensões de lucidez. Uma lucidez inesperada, franqueadora e perfeitamente avassaladora. Nesse momento, suscitado pelos risos e vozes vindos das restantes divisões da casa, prenhe da alegria e movimento dos seus ocupantes reunidos nesse abençoado período de férias, fui totalmente preenchida por uma resplandecente sensação de alegria, felicidade e amor, um reconhecimento fundamental da sorte que me envolve, do enorme amor e carinho que me preenchem e de que sou alvo, por parte destes meus quatro filhos magníficos e que me enchem sempre de tanto orgulho,  e deste meu marido maravilhoso, amante e dedicado.
Não somos católicos, muito menos praticantes de qualquer fé ou religião instituída ou oficializada. Para nós, este fabulosos dias de férias valem por isso mesmo, pela reunião de todos sob o mesmo tecto durante este período, celebrando assim o verdadeiro Amor, a Família naquilo que tem de mais estrutural e fundamental, e apercebi-me assim, naquele momento que ainda hoje me galvaniza, e cuja recordação me acompanhará sempre, de ora em diante, da imensa riqueza que possuo, da grande felicidade e maravilha que a vida me tem proprocionado, ao me sentir tão surpreendida diariamente pelo carinho e atenção de todos eles, filhos e marido, e ao perceber que aqui cheguei pelas opções que fui fazendo ao longo da vida.
Opções que não foram as que se esperaria, não foram as mais fáceis, não cederam a compromissos.
É verdade que estou, uma vez mais, num recomeço profissional, em busca de uma via profissional e financeira, quando muitos outros estão consolidados. É verdade que não tenho casas nem bens materiais. É verdade que, aos 48 anos, ainda não encontrei uma situação profissional que me preencha, nem sequer que me proporcione rendimentos.
Mas possuo riquezas incomensuráveis que me levam muito mais longe, possuo aqueles que me amam e me rodeiam, me acompanham e me mostram que lhes fiz e faço a diferença.
E isso, sim, é o grande objectivo da minha vida.



Blogged with the Flock Browser

domingo, 29 de março de 2009

Homenagem

Eu sou uma mulher de sorte.
Muita sorte.

Tenho os filhos mais maravilhosos do mundo, que me surpreendem e maravilham todos os dias, me fazem sentir alvo do maior amor e gratidão possíveis, sem contrapartidas, sem retorno, simplesmente assim, com o maior altruísmo e desinteresse.

Porque não sei como retribuir, porque me faltam as palavras, embargadas pela emoção e pelas lágrimas, porque o Amor, embora não procure reflexo, ressalta e expande-se de forma incontida, porque eu me espanto diariamente com os afectos que me demonstram, porque eu não sei se sou digna, mas me sinto tão grata e preenchida, aqui deixo o meu Testemunho, a minha Homenagem



Aos meus filhos, que não me pertencendo, me guiam todos os dias, mesmo que não o saibam


OBRIGADA

por serem quem são, como são, mesmo que por vezes vos doa, mesmo que por vezes não se entendam,

OBRIGADA

por me escolherem, por me aceitarem, por não desistirem de mim

OBRIGADA

por me deixarem partilhar um pouco do vosso caminho

OBRIGADA

por me permitirem ser vossa MÃE

AMOR

Isso é amor, sem qualquer dúvida! dezenas de post-its coladinhos como podem ver nos vidros do automóvel da pessoa amada, cheios de frases e declarações de um sentimento avassalador e todo-poderoso! Fica aí o registo, para que se inspirem, imitem, superem...

Surpreendermo-nos todos os dias uns aos outros, não apenas necessariamente quando estamos apaixonados, nem apenas à pessoa amada, pode ser um desafio que nos leve bem mais além do patético das nossas vidinhas entediantes e monótonas.

Engraçado como as coisas se encaixam, se entrelaçam e enchem de sentidos quando lhes dedicamos um pouco de tempo e de atenção.

Exactamente a frase tipo ou lema do Grogan, o dono do Marley, a capacidade de se surpreender todos os dias... consegui ir ver o filme ontem à noite, finalmente, e não me desiludiu nada, conseguiu emocionar-me e exaltar-me, tanto quanto a leitura original mo fizera, e isso nem sempre é apanágio das adaptações. Claro, chorei perdulariamente, e qualquer dono de cão sabe a que me refiro... Não concebo coisa mais espectacular e simples do que um cão e a sua bola ou pauzinho, a não ser a alegria do seu envolvimento com as crianças - sobretudo com aquelas com que cresce!

quinta-feira, 12 de março de 2009

Antecipação

Estou ansiosa, diria mesmo, a salivar, eheheh, de antecipação face a estes dois jogos:
Persona 4 naturalmente, na PS2, e o outro, uma estreia absoluta na DS:
Suikoden, e desta vez o herói fala!!!

Vou entrar em reclusão total... não me põem a vista em cima, lol!

quarta-feira, 11 de março de 2009

Aterrada

Estou perfeitamente aterrada. Literalmente.
Após um ano e pouco de pausa, regressei à advocacia. Sem esplendor, sem ilusões, sem expectativas.
Mesmo assim, estou aterrada.
É que parece estar tudo a saque. Literalmente, também.
Não consigo enumerar as alterações legislativas, formais e instrumentais ocorridas neste curto período. Não sei como acompanhar a velocidade fulgurante dastas «transformações». Diariamente são muitos os problemas, as discussões, as dúvidas, as descobertas inacreditáveis. É um verdadeiro poço de surpresas, uma caixinha de Pandora, a jorrar enormidades, monstruosidades e aberrações.
Os ataques e desrespeitos, quer aos cidadãos que não se apercebem ou, amorfamente, na luta pela sobrevivência diária, não têm forças nem espírito para se preocuparem, quer aos advogados na sua profissão, na sua integridade, na sua expressão.
Depois de simplex e formalex, de empresas e heranças na hora, das reformas executiva, penal, processual... do aumento das custas judiciais, das obrigações fiscais, até querem tributar as procurações forenses em imposto de selo...
Tirem-me deste filme, mas o que estamos a fazer aqui???
Estou aterrada.
Os advogados passaram a ser dispensáveis, parasitas do sistema, e as repartições públicas passaram a ser orientadas por objectivos...
Nah, isto não pode estar a acontecer.