quarta-feira, 3 de junho de 2009

Automóveis e apreensões: Kafka e o sistema

Ontem, a GNR mandou parar o meu filho mais velho, que conduzia o seu podre Fiat Punto, para o informar que o dito veículo vermelhão se encontrava... apreendido! Vá-se lá é saber porquê! Népias, nem multas o rapaz tem, não surge qualquer indicação no computador dos senhores agentes, a nãos er a bela da palavrinha: apreendido. E zás, é o sistema em todo o seu esplendor. Os senhores agentes estão intrigados, o Ric está pasmo, ninguém sabe explicar, segue-se a recomendação paternalista: «dirija-se ao Instituto da Mobilidade Terrestre (antiga DGV - não, não é a de veterinária, a outra, a de viação, que controla os nossos popós!) para ver o que se passa...».
A Faro, claro, a 60 kms de distância... Vá lá, deixam o moço ficar com o carro!
No meu papel de mãe, pasmo por minha vez perante o relato do rebento; como advogada, lanço de imediato umas bacoradas pró ar, estilo «como este país trata os seus cidadãos», «é o simplex no seu esplendor», «mais um erro de sistema», blá, blá, blá. Tento obter alguma informação por telefone, mas não atendem do dito Instituto, impõe-se uma deslocação, que terá que ficar para amanhã. Online busco, e rebusco, nomeadamente no site do IMTT, mas nada encontro que me possa ajudar ou dar uma pista.
Vamos então aguardar amanhã pelo desenvolvimento desta bizarra apreensão infundada...

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