De vez em quando, lá vou com a Viki às urgência pediátricas do Barlavento. Uma queda, uma urgência a meio da noite...
Mães de crianças de 5 anos, quem não sabe o que isso é? :) Infelizmente...
Naturalmente, este serviço tem paredes pintadas, livros, cadeiras e móveis de plástico para os pequenitos, enfermeiras simpáticas e carinhosas... excepto médicos. Pois, que os médicos que estão a fazer estas urgências são médicos de clínica geral. De nacionalidades estrangeiras. Que, para além das batas lisas, ainda usam máscaras (mas não de palhaço ou outras, antes aquelas de médico mesmo...) e não conseguem comunicar com as crianças, quer pelo aspecto intimidatório, quer pelo tom de voz empregue, quer ainda pelo fosso linguístico. A falta de preparação pediátrica é ainda visível na prescrição de tratamentos que nem sempre são adaptados a crianças.
Numa destas ocorrências o médico (espanhol dessa vez) que nos atendeu acabou por passar o caso ao pediatra. Só falámos com este, no entanto, já antes de irmos embora com a alta; pelo menos já tinha uma bata colorida, e sorria um pouco do alto da sua estatura elevada :) também é um profissional de nacionalidade espanhola.
Preocupa-me que, num serviço de natureza tão particular e específica como o é a urgência pediátrica esta situação seja pacífica e consensual.
Precocupa-me que a minha filhota seja confrontada, num momento de dor e aflição, com médicos abrutalhados, sem sensibilidade para ela, sem sorrisos, sem carinho, e cuja língua ela não consegue entender.
Que, como já sucedeu com a Viki, prescrevam tipo de tratamentos adequados a mulheres e não a meninas de 5 anos... ou medicamentos que já não existam nas farmácias, obrigando-me às 2 da manhã a andar desvairada na farmácia e obrigar o farmacêutico a telefonar para o hospital para contactar com o dito médico e saber como substituir a prescrição...
Posso preocupar-me, não posso?
Não compreendo, pronto!
sexta-feira, 21 de maio de 2010
segunda-feira, 10 de maio de 2010
Há séculos que não blogava. A culpa é do facebook e do twitter, que me enredaram durante uns quantos meses, com estas mensagens e textos curtos, esta teia de amizades e prendas online, de frases, citações, re
cados, abreviaturas e fotos, remendos de comunicação, uma comunicação que ser rápida e sintética.
Mas libertei-me! Sobretudo, deixei de criar quintas e zoos virtuais, de travar batalhas com a mafia ou com vampiros, deixei de aceitar lembranças e prendas, animais e armas.
Mais fácil que deixar de fumar, não doeu nada e até respiro melhor. Para jogar, vamos jogar a sério, e mantenho-me fiel ao Aion para aí me converter num ser alado e poderoso, guerreira por vezes, sacerdotisa outras tantas.
No mais, continuo fiel ao meu capuccino à beira-mar, e ao imenso orgulho, desmesurado, que me faz sentir o peito a estourar de amor e de gratidão pelos filhos fabulosos que me acompanham neste percurso tor
tuoso e nada linear da vida real.
Mas tão imenso, despudorado e avassalador que me compeliu, assim, sem mais, a revisitar e - quem sabe? - reviver este cantinho esquecido.
Sempre que os junto, mesmo que não todos, mas pelo menos dois ou três, sinto este peito cheio, esta coisa que é mais do que eu, sem palavras bastantes para transmitir este calor, esta imensidão. Por mim, não precisava de mais nada.
Se calhar é assim com todas as mães, mas por mim não me canso de o sentir e partilhar.
O mais difícil é estar longe deles, no dia a dia, sentir-lhes a falta nesse mesmo peito que fica vazio e fraco, incompleto...
Até à próxima visita, o próximo fim de semana, as próximas férias.
Mas libertei-me! Sobretudo, deixei de criar quintas e zoos virtuais, de travar batalhas com a mafia ou com vampiros, deixei de aceitar lembranças e prendas, animais e armas.
Mais fácil que deixar de fumar, não doeu nada e até respiro melhor. Para jogar, vamos jogar a sério, e mantenho-me fiel ao Aion para aí me converter num ser alado e poderoso, guerreira por vezes, sacerdotisa outras tantas.
No mais, continuo fiel ao meu capuccino à beira-mar, e ao imenso orgulho, desmesurado, que me faz sentir o peito a estourar de amor e de gratidão pelos filhos fabulosos que me acompanham neste percurso tor
Mas tão imenso, despudorado e avassalador que me compeliu, assim, sem mais, a revisitar e - quem sabe? - reviver este cantinho esquecido.
Sempre que os junto, mesmo que não todos, mas pelo menos dois ou três, sinto este peito cheio, esta coisa que é mais do que eu, sem palavras bastantes para transmitir este calor, esta imensidão. Por mim, não precisava de mais nada.
Se calhar é assim com todas as mães, mas por mim não me canso de o sentir e partilhar.
O mais difícil é estar longe deles, no dia a dia, sentir-lhes a falta nesse mesmo peito que fica vazio e fraco, incompleto...
Até à próxima visita, o próximo fim de semana, as próximas férias.
quarta-feira, 6 de janeiro de 2010
Novo Ano
Um Ano que começa e apresenta 365 páginas em branco perante nós. Estímulo para uns, terror da página em branco para outros, lol.
Desânimo para quem já não espera nada de novo e está cansado de renovar diariamente batalhas inglórias e sem fim...
Hoje é Dia de Reis. Para mim, dia de retirar todas as decorações e enfeites de Natal, árvore incluída.
Termino das festividades. Janeiras. Recomeçar.
A ambiguidade do Natal ficou para trás uma vez mais. Aquela alegria misturada com tristeza, aqueles reencontros com família ou nem por isso, as ausências ao lado dos risos dos presentes, o passado a reclamar e o presente a envolver-nos...
Estes rituais anuais de família e transição são importantes, quer pela celebração em si, quer pelas oportunidades de reencontro, de afectos e de reflexão que proporcionam, a todos os que estejam dispostos a abrir as comportas do seu coração.
Para perdoar, renovar a esperança, ou mesmo simplesmente para esquecer; para fazer planos, para renovar projectos, para enterrar fracassos ou más opções.
Para marcar o nosso crescimento, a nossa evolução.
Não façamos desses momentos o objectivo, antes utilizemo-nos deles para nos renovarmos e recuperar as forças e o alento.
Afinal, o mais importante mesmo é sermos fiéis a nós próprios. Se possível, acompanhados dos que amamos.
Neste Ano Velho, o Miguel foi o Pai Natal, para desvario das cadelas e alegria da Viki que nunca desconfiou! O Jantar de Fim de Ano foi preparado pelo Ricardo e pela Sandra, a minha norinha.
E agora, recomeçaram as aulas e o trabalho, já estamos de novo cada um para seu lado, mas sempre juntos. No coração.
Um Bom Ano
segunda-feira, 19 de outubro de 2009
Por vezes
Por vezes sinto-me perfeitamente invisível. Ignorada. Cansada de ninguém ter tempo para mim. Para me ouvir. Para me olhar.
Por vezes não encontro mais sentido em assumir a responsabilidade, em arcar com as consequências e as opções até ao fim. Para depois ainda ter que lutar e travar mais batalhas.
Há dias em que não consigo perceber o que vale a pena, se é que isso ainda é um conceito válido... ?
Nesses dias quase deixo de acreditar no que tomei como certo no dia anterior.
Por vezes sou dúvida sem escolha. Invisível. Isolada. Sem voz.
Outras vezes estou apenas cansada. Saco de batatas atirado de um lado para o outro.
Duvido dos meus sentidos.
Não há fuga. E não sei como prosseguir.
Talvez amanhã, outra vez.
Pois.
Por vezes não encontro mais sentido em assumir a responsabilidade, em arcar com as consequências e as opções até ao fim. Para depois ainda ter que lutar e travar mais batalhas.
Há dias em que não consigo perceber o que vale a pena, se é que isso ainda é um conceito válido... ?
Nesses dias quase deixo de acreditar no que tomei como certo no dia anterior.
Por vezes sou dúvida sem escolha. Invisível. Isolada. Sem voz.
Outras vezes estou apenas cansada. Saco de batatas atirado de um lado para o outro.
Duvido dos meus sentidos.
Não há fuga. E não sei como prosseguir.
Talvez amanhã, outra vez.
Pois.
Diversão
Sim, podemos fazer as coisas de forma divertida. Acrescentando componentes lúdicas, podemos aumentar a produção, o bem estar, os resultados. De uma forma simples, os autores da funtheory provam isso mesmo: aqui e aqui, por exemplo.
E se formos também nós autores de novas formas de prazer e diversão nas nossas funções, no nosso relacionamento com os outros?

Pois, estou a sonhar, mas se cada um de nós optar por formas de comportamento mais delicadas e carinhosas para com os outros, se cada um de nós optar por dar prazer e tornar mais divertida cada pequena tarefa do dia a dia, não estaremos todos a por em marcha o grande plano da colectividade, repercutindo-se cada uma das nossas acções em pelo menos uma outra pessoa, numa infinita cadeia de reflexos, repercussões e consequências?
Não é uma teoria mesmo? Alguém me ajuda a fundamentar e procurar essa teoria, cujo nome me escapa...
E se formos também nós autores de novas formas de prazer e diversão nas nossas funções, no nosso relacionamento com os outros?

Pois, estou a sonhar, mas se cada um de nós optar por formas de comportamento mais delicadas e carinhosas para com os outros, se cada um de nós optar por dar prazer e tornar mais divertida cada pequena tarefa do dia a dia, não estaremos todos a por em marcha o grande plano da colectividade, repercutindo-se cada uma das nossas acções em pelo menos uma outra pessoa, numa infinita cadeia de reflexos, repercussões e consequências?Não é uma teoria mesmo? Alguém me ajuda a fundamentar e procurar essa teoria, cujo nome me escapa...
sexta-feira, 18 de setembro de 2009
O Yo-chon vai para casa
Pois é, há histórias com finais felizes, o pequenote afinal estava perdido desde sábado passado e os donos encontraram-no pelos nossos cartazes. Vão lá a casa buscá-lo e eu estou muito contente! E já com saudades pois o sacanita é um doooooceeee que nos sabe dar a volta...
A todos os que me ajudaram com os cartazes nesta busca, um Obrigada!
A todos os que me ajudaram com os cartazes nesta busca, um Obrigada!
quarta-feira, 16 de setembro de 2009
Encontrou-se
está bem tratado, parece jovem. Se é o dono ou sabe quem possa ter perdido um cão com estas características, por favor, contacte para os números 914049170/ 962119802 (Cris).
Se tem condições para o adoptar e dar um lar a este doce que será seu companheiro e amigo para a vida, por favor, ligue pois eu não posso ficar com ele
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