terça-feira, 4 de dezembro de 2012
Desconstrução
Fico sempre espantada com a capacidade que algumas pessoas têm de reduzir sua máxima de vida, seu tema ou pelo menos sua intenção de momento numa frase ou parágrafo.Terá a ver com a minha incapacidade sintética. Certamente!
Sou por natureza pormenorizada e esclarecedora; para explicar ou partilhar uma ideia tenho que me recorrer de imagens, analogias, teorias e hipóteses!
Por muito boa que ache uma frase - e são tantas! :) - não consigo escolher uma e definir assim por qualquer estranha forma um sentido principal de vida.
Sinto-me por vezes como uma vira casacas das intenções e sentidos, pois o que hoje é amanhã pode nunca ter sido!
A vida é uma evolução e nós somos feitos de tantas variáveis e linhas que amanhã somos bem diferentes do que fomos ontem; bolas, sou diferente ao acabar este texto daquela que o iniciou.
Espantam-me aqueles seres que altivamente apregoam a sua certeza inabalável, as suas convicções rochosamente firmes, os seus princípios ferreamente estáveis!
Mudar de ideias, de pontos de vista, de posição, por via da aprendizagem, do confronto com a diferença, da partilha com os outros, e sobretudo exercitar a tolerância como forma de aprender e abrir a alma a novas formas de ser, estar ou sentir,é sem dúvida uma forma de evolução.
Por isso não me serve a capacidade redutora de alguns, a firmeza surda ou a intransigência pessoal.
Por isso não tenho lema ou máxima de vida.
Porque me desconstruo todos os dias para assim aceder a mim cada vez mais.
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