quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Passwords

Completamente farta deste inferno calvário tortura a que as ditas regras básicas de segurança nos obrigam diariamente como se fosse a coisa mais básica e simples do mundo! Pois não é não! Com tanta password e requisitos, com sites que nos obrigam a usar passwords próprias, ou que exigem símbolos específicos, ou proporções de maiúsculas, algarismos ou do raio que me carregue, e que muitas das vezes nos forçam a alterar a password habitual, seja pela inserção de caracteres específicos, seja porque entendem que passou x tempo e toca a mudar de pass que a segurança foi comprometid - e Deus nos valha de usar a mesma, nem sonhem!, que a máquina sabe e não se engana, lembrando-se que a mesma é cópia exacta da anterior - Ai, porra que já me perdi e agora, esqueci qual a pass deste site, e a desta página tinha números no fim? Ou símbolos no meio? Eu simplesmente endoideço, que não encontro a folhinha de papel onde tomei nota da nova password ou então apaguei o email que continha a alteração da dita!!! É que depois, para recuperar a malvada da marafada da palavrinha que abre coisas, lá vêm mais uns quantos rituais de segurança, assim do tipo perguntas chave (e que, tenho a certeza, toda a gente acha muito básicas menos eu, que, sim, claro, sou armada em diferente, e nunca sei qual o meu cantor favorito do momento, ou a cor preferida à data em que preenchi estas coisas inúteis que só servem para nos fazer perder a paciência!, muito menos o nome de solteira da minha madrinha, grrrr...) e respirando e bufando lá vou eu tentar percorrer essa via sacra da recuperação, nunca entendendo qual a lógica que presidiu a tantas regras e questões... Claro que a possibilidade de confirmar ao nosso querido browser de estimação a memorização pelo dito da palavra pass do site x e do site y também se converte numa faquinha de dois bicos: pois se é um alívio não termos de pensar mais naquelas infames chaves e respectivas fechaduras, mal passamos a estar quando mudamos de browser ou de computador, pois se a nossa memória deixou há muito de se preocupar com tal informaçãozita tornada inútil pela referida automatação da tarefa lá bloqueamos nós... quando não bloqueamos o site também, após esgotar todas as possibilidades de «adivinhar» a password... Bloquearam?? Eu também!

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Desconstrução

Fico sempre espantada com a capacidade que algumas pessoas têm de reduzir sua máxima de vida, seu tema ou pelo menos sua intenção de momento numa frase ou parágrafo.Terá a ver com a minha incapacidade sintética. Certamente! Sou por natureza pormenorizada e esclarecedora; para explicar ou partilhar uma ideia tenho que me recorrer de imagens, analogias, teorias e hipóteses! Por muito boa que ache uma frase - e são tantas! :) - não consigo escolher uma e definir assim por qualquer estranha forma um sentido principal de vida. Sinto-me por vezes como uma vira casacas das intenções e sentidos, pois o que hoje é amanhã pode nunca ter sido!
A vida é uma evolução e nós somos feitos de tantas variáveis e linhas que amanhã somos bem diferentes do que fomos ontem; bolas, sou diferente ao acabar este texto daquela que o iniciou. Espantam-me aqueles seres que altivamente apregoam a sua certeza inabalável, as suas convicções rochosamente firmes, os seus princípios ferreamente estáveis! Mudar de ideias, de pontos de vista, de posição, por via da aprendizagem, do confronto com a diferença, da partilha com os outros, e sobretudo exercitar a tolerância como forma de aprender e abrir a alma a novas formas de ser, estar ou sentir,é sem dúvida uma forma de evolução. Por isso não me serve a capacidade redutora de alguns, a firmeza surda ou a intransigência pessoal. Por isso não tenho lema ou máxima de vida. Porque me desconstruo todos os dias para assim aceder a mim cada vez mais.