Josefa, a bombeira
"Josefa, 21 anos, a viver com a mãe. Estudante de Engenharia Biomédica, trabalhadora de supermercado em part-time e bombeira voluntária. Acumulava trabalhos e não cargos - e essa pode ser uma primeira explicação para a não conhecermos. Afinal, uma jovem daquelas que frequentamos nas revistas de consultório, arranja forma de chamar os holofotes. Se é futebolista, pinta o cabelo de cores impossíveis; se é cantora, mostra o futebolista com quem namora; e se quer ser mesmo importante, é mandatária de juventude.
Não entra é na cabeça de uma jovem dispersar-se em ninharias acumuladas: um curso no Porto, caixeirinha em Santa Maria da Feira e bombeira de Verão.
Daí não a conhecermos, à Josefa. Chegava-lhe, talvez, que um colega mais experiente dissesse dela: "Ela era das poucas pessoas com que um gajo sabia que podia contar nas piores alturas."
Enfim, 15 minutos de fama só se ocorresse um azar... Aconteceu: anteontem, Josefa morreu em Monte Mêda, Gondomar, cercada das chamas dos outros que foi apagar de graça. A morte de uma jovem é sempre uma coisa tão enorme para os seus que, evidentemente, nem trato aqui. Interessa-me, na Josefa, relevar o que ela nos disse: que há miúdos de 21 anos que são estudantes e trabalhadores e bombeiros, sem nós sabermos.
Como é possível, nos dias comuns e não de tragédia, não ouvirmos falar das "Josefas que são o sal da nossa terra?"
Por FERREIRA FERNANDES, Diário de Notícias
Divulgue............
Vamos dar-lhe um minuto de atenção.
E honrar a sua memória !!!
quarta-feira, 15 de setembro de 2010
terça-feira, 7 de setembro de 2010
Dia Feliz
O vento já sopra e refresca um pouco. Saímos do parque e abro o carro.
- Vá lá filha, entra.
- Mãe - diz ela, enquanto se endireita na cadeirinha - como achas que foi este dia?
- Hmmm... não sei bem filha...
Acabo de lhe apertar o cinto de segurança.
- Diz-me tu o que achas, vai pensando enquanto eu entro no carro.
Fecho a porta do lado dela e dou a volta para entrar no lugar do condutor.
- Sabes, mãe, acho que hoje foi... um dia feliz! Sim, é isso.
- Exactamente o que eu penso filhota! Sim, um dia feliz.
Sorrio e arranco. Vamos lá dar uma volta e depois completar os rituais do fim do dia, iguais aos das outras mães e filhotas...
(Para ser um dia perfeito, só faltou um pratinho de caracóis... fica para a próxima ;))
- Vá lá filha, entra.
- Mãe - diz ela, enquanto se endireita na cadeirinha - como achas que foi este dia?
- Hmmm... não sei bem filha...
Acabo de lhe apertar o cinto de segurança.
- Diz-me tu o que achas, vai pensando enquanto eu entro no carro.
Fecho a porta do lado dela e dou a volta para entrar no lugar do condutor.
- Sabes, mãe, acho que hoje foi... um dia feliz! Sim, é isso.
- Exactamente o que eu penso filhota! Sim, um dia feliz.
Sorrio e arranco. Vamos lá dar uma volta e depois completar os rituais do fim do dia, iguais aos das outras mães e filhotas...
(Para ser um dia perfeito, só faltou um pratinho de caracóis... fica para a próxima ;))
Subscrever:
Comentários (Atom)
