Um Ano que começa e apresenta 365 páginas em branco perante nós. Estímulo para uns, terror da página em branco para outros, lol.
Desânimo para quem já não espera nada de novo e está cansado de renovar diariamente batalhas inglórias e sem fim...
Hoje é Dia de Reis. Para mim, dia de retirar todas as decorações e enfeites de Natal, árvore incluída.
Termino das festividades. Janeiras. Recomeçar.
A ambiguidade do Natal ficou para trás uma vez mais. Aquela alegria misturada com tristeza, aqueles reencontros com família ou nem por isso, as ausências ao lado dos risos dos presentes, o passado a reclamar e o presente a envolver-nos...
Estes rituais anuais de família e transição são importantes, quer pela celebração em si, quer pelas oportunidades de reencontro, de afectos e de reflexão que proporcionam, a todos os que estejam dispostos a abrir as comportas do seu coração.
Para perdoar, renovar a esperança, ou mesmo simplesmente para esquecer; para fazer planos, para renovar projectos, para enterrar fracassos ou más opções.
Para marcar o nosso crescimento, a nossa evolução.
Não façamos desses momentos o objectivo, antes utilizemo-nos deles para nos renovarmos e recuperar as forças e o alento.
Afinal, o mais importante mesmo é sermos fiéis a nós próprios. Se possível, acompanhados dos que amamos.
Neste Ano Velho, o Miguel foi o Pai Natal, para desvario das cadelas e alegria da Viki que nunca desconfiou! O Jantar de Fim de Ano foi preparado pelo Ricardo e pela Sandra, a minha norinha.
E agora, recomeçaram as aulas e o trabalho, já estamos de novo cada um para seu lado, mas sempre juntos. No coração.
Um Bom Ano
